Impotência
O termo impotência tem sido atualmente substituído pela chamada Disfunção Erétil, que sem duvida traduz melhor esta condição.
O que é a Disfunção Erétil?
É justamente a incapacidade do homem de obter e manter uma rigidez peniana satisfatória para a atividade sexual.
A Disfunção Erétil é muito freqüente?
Sim, apesar de todo o tabu que ainda existe em torno deste assunto, onde o homem que apresenta tal distúrbio sente-se como se fosse o único no mundo com tal infortúnio, hoje sabemos através de estudos científicos que entre todos os homens entre 40 e 70 anos, aproximadamente 50% deles apresentam algum grau de disfunção, que pode ser leve, moderada ou grave.
Portanto, os números são muito altos. Nos Estados Unidos são estimados 30 milhões de homens com Disfunção Erétil, enquanto no Brasil este número é de aproximadamente 11 milhões. Apesar destes números elevados, sabemos também que apenas 10% destes homens acabam procurando auxílio médico.
Quais são as causas da Disfunção Erétil?
As causas da Disfunção Erétil são variadas, podendo ser divididas em causas físicas ou orgânicas, e causas psicológicas, porém muitas das vezes nós temos uma associação tanto de causas físicas como psicológicas.
De uma forma geral as causas psicológicas exclusivas predominam nos pacientes mais jovens, enquanto as causas orgânicas são mais freqüentes em pacientes mais velhos. Isto decorre do fato de que muitas doenças, que são mais comuns à medida que envelhecemos, na sua evolução podem levar à disfunção erétil, como por exemplo: diabetes, hipertensão, doenças do aparelho circulatório, etc.
Eu posso evitar a Disfunção Erétil?
Conhecemos hoje vários fatores de risco para a doença, que podem ser evitados ou controlados. O tabagismo é um grande fator de risco, que deveria sensibilizar os homens, se não pelos malefícios que faz ao coração e aos pulmões, pelo menos pelo risco que representa para a ereção. Além do cigarro, o álcool, e todas as outras drogas ilícitas representam fatores de risco para a disfunção erétil.
Sabemos que certas doenças como os diabetes, hipertensão, doenças circulatórias, elevação dos níveis de colesterol e triglicérides, baixa dos níveis de hormônio masculino, utilização de certos medicamentos, e algumas cirurgias para o tratamento de câncer (próstata, bexiga e intestino grosso) podem favorecer o aparecimento da Disfunção Erétil.
Um outro dado muito importante que conhecemos atualmente é com relação à maior freqüência de doença coronariana associada à disfunção erétil. Sabemos que a disfunção erétil pode preceder um evento coronariano (angina, infarto do miocárdio) em até três anos. Este fato seria um motivo adicional para investigarmos os fatores de risco.
Além destas condições orgânicas, não podemos deixar de lembrar dos fatores psicológicos, já que o próprio estilo de vida que temos atualmente é altamente favorecedor de disfunções sexuais. O stress excessivo, a competitividade no trabalho, a falta de lazer e de atividade física, são também condições importantes para uma vida sexual ruim. Portanto, a mudança de estilo de vida, às vezes será o melhor remédio. A psicoterapia tem um papel muito importante nestes casos.
Além da psicoterapia quais os outros tratamentos?
Com relação ao tratamento, houve nos últimos anos uma verdadeira revolução, desde o aparecimento em 1998 do primeiro medicamento de uso via oral eficaz, que foi o Viagra. A partir de então novas drogas surgiram, com algumas diferenças nos seu perfil de atuação: algumas iniciando sua ação mais rapidamente (Levitra, Vivanza), enquanto outras apresentando um período de ação mais prolongado, como no caso do Cialis.
Tais medicamentos representaram sem dúvida para o homem o que a pílula anticoncepcional representou para as mulheres na década de 60, porém estes remédios não acabam resolvendo todos os casos. Sabemos que eles funcionam bem para aproximadamente 70% dos pacientes, portanto teremos uns 30% que deverão ter uma outra terapêutica. Além disso, alguns pacientes não podem fazer uso destes medicamentos em razão de contra-indicações na área cardiológica.
Para estes pacientes dispomos de outras terapias, que vão desde o uso de medicamentos locais, através de injeções intracavernosas, até às cirurgias de implante de prótese peniana.
Portanto, o homem com disfunção erétil, dispõe hoje de várias alternativas de tratamento.
Qual escolher?
Sem dúvida, o urologista em conjunto com paciente, saberãoescolher a melhor opção terapêutica.
Dr. Cláudio F. Atílio Gorga - CRM 45.906
Urologia e Andrologia